História de quem foge e de quem fica (Elena Ferrante, Biblioteca Azul)

O terceiro livro da série napolitana de Elena Ferrante foi o menos empolgante até agora. Mas bem longe de ser considerado uma leitura tediosa ou dispensável. A dureza das palavras dessa italiana, sem qualquer rodeio para traduzir em linhas o que se quer ser dito, estão ali. O soco no estômago a cada capítulo permanece intacto.

Depois de ver Lila sempre ganhar o papel principal nos dois primeiros livros da tetralogia (A amiga genial e História do novo sobrenome), História de quem foge e de quem fica coloca Lenu, a narradora, à frente dos principais acontecimentos. Longe de Nápoles, ela encara o casamento e a maternidade. E ambos se mostram bem diferentes do que o imaginado. Enquanto isso, Lila, destemida e também mãe, permanece onde as duas nasceram, mas enfrenta altos e baixos – mais baixos do que altos.

No final, sem dar spoilers, fica a impressão de que as amigas trocaram de papel. Lenu, sempre estudiosa e dedicada ao que tiver que ser feito, toma uma decisão que seria mais provável na pele de Lila.

Resta saber o desfecho dessa amizade tão louca e, ao mesmo tempo, tão normal. Tão real. O que terá feito Lila sumir, como mostram as primeiras páginas do primeiro livro? História da menina perdida ainda não está em minha estante, mas logo chegará. Quem será essa menina? Lenu? Lila? Nenhuma das duas? Volto para comentar em breve.

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