É proibido ler Lewis Carroll (Diego Arboleda, Editora FTD)

Não gosto de Alice – nem no País das Maravilhas nem Através do Espelho. Fique à vontade para me julgar por isso. Não gosto e pronto, fazer o quê? Li os dois livros na época do lançamento do primeiro filme de Tim Burton e, ah, meu Deus, de onde Lewis Carroll tirou tanta bizarrice? O que ele bebeu ou fumou para escrever aquilo?

O fato é que, apesar do meu gosto (ou desgosto), Alice é sucesso há gerações. E inspirou o novo livro da Editora FTD: É proibido ler Lewis Carroll. E não é que essa história é bem legal? Ok, confesso que o título, dando a entender que é proibido entrar em contato com a obra do autor de Alice, chamou muito a minha atenção.

Na história, uma garotinha também chamada Alice se vê proibida pelos pais, em 1932, de ler as aventuras da personagem de mesmo nome. Mas o que dá toda a graça ao que Diego Arboleda criou é a personagem Eugénie Chignon: preceptora pra lá de atrapalhada, ela deve impedir que a Alice de quem cuida tenha contato com a Alice da fantasia.

Para a surpresa do leitor, a garotinha que gosta tanto da xará da ficção é a menos maluca da história. Todos aqueles elementos bizarros vistos na obra de Lewis Carroll podem ser observados, aqui, nos personagens que rodeiam a garota – como os exóticos pais e o tio que tem uma fome insaciável. Pode ser um jeito divertido de as crianças perceberem que, de perto, ninguém é normal – nem os pais delas! E que isso é bem legal!

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