O leitor (Bernhard Schlink, Record)

Quem acompanha este blog logo vai achar que eu tenho algum tipo de obsessão pela Segunda Guerra Mundial. Não sei explicar, mas o tema me hipnotiza. Deve ser pela dificuldade em entender como o ser humano, a mesma espécie de ser vivo que a minha, é capaz de atos tão cruéis como o holocausto. Nessa busca para encontrar algo ainda não visto por mim no inexplicável, leio muito do que é publicado sobre o assunto – seja real ou ficção.

Um dos meus livros preferidos dentro dessa estranha obsessão é O leitor – que já até virou filme: um jovem alemão se envolve com uma jovem senhora, também alemã, que o inicia sexualmente. Além do sexo, o que eles mais fazem juntos é ler – ou melhor, Michael lê para Hanna.

Há muito mais por trás das horas de histórias narradas na cama. Hanna esteve na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos nazistas, e é acusada de cometer crimes de guerra. Michael só descobre isso muito depois de ter conhecido Hanna, quando, após sete anos do estranho desaparecimento dela, vai assistir ao julgamento de sua antiga amante no papel de estudante de direito convidado.

Muitos dilemas aguardam por ele durante o julgamento. No ápice da história, a condenação de Hanna pode até ser amenizada se Michael tiver a coragem de intervir e relevar um grande segredo.

Bem além das reflexões sobre o nazismo e o holocausto, O leitor nos leva a questões existenciais: até onde vai a sua coragem para ajudar alguém, sabendo que isso pode prejudicar a você mesmo? Até onde a vergonha por algum fato da sua vida fala mais alto do que qualquer outro sentimento? Difícil julgar!

2 comentários

  1. O filme está na minha lista do Netflix com o mesmo motivo que você teve para lê-lo: a Segunda Guerra Mundial. Não há assunto que mais me intriga do que esse. Por vezes eu me vejo pesquisando sobre os lugares, os acontecimentos e relatos de pessoas que vivenciaram o horror de perto. Um artigo que li na faculdade ano passado, me ajudou muito a entender o ocorrido, e gostaria de compartilhá-lo com você. É uma análise utilizando a perspectiva da Hannah Arendt, que tenta explicar de forma sucinta as atitudes daquela época. http://www.iptan.edu.br/publicacoes/saberes_interdisciplinares/pdf/revista05/Hannah%20Arendt.pdf

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