Toda luz que não podemos ver (Anthony Doerr, Intrínseca)

O velho ano acabou e, junto com ele, no dia 31 de dezembro de 2016, terminei a leitura de Toda luz que não podemos ver. Já li muitas obras que têm a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo – na maioria das vezes, o holocausto é o assunto principal. Mas não é bem isso o que você encontra aqui. Este livro traz a Segunda Guerra sob um ponto de vista diferente: o de alguns alemães que lutaram no exército nazista sem serem essencialmente pessoas terríveis; e o dos franceses, que viveram sob a dominação alemã por alguns anos.

Os alemães nem tão terríveis assim são representados pelo jovem Werner. Órfão, ele vê como uma única saída de sobrevivência entrar para uma escola de formação de soldados nazistas. Os franceses aparecem, principalmente, na figura da menina Marie-Laure. Cega desde criança, ela precisa fugir de Paris, ao lado de pai, no momento da invasão alemã.

Ao longo dos capítulos, que vão e voltam no tempo, o leitor acompanha o crescimento de Werner e de Marie-Laure, que, é claro, acabam se encontrando em certo momento da história. E essa é, para mim, uma das passagens mais bonitas entre todos os livros que já li na vida. Anthony Doerr nos deixa, no momento em que esse dois jovens se esbarram, um recado mais do que essencial para manter como um mantra em 2017: o ser humano é capaz de atitudes generosas e cheias de amor.

Por mais que seja difícil viver no mundo de hoje, lembre-se de Werner e de Marie-Laure quando as coisas ficarem mais tenebrosas do que você pensa ser capaz de suportar. Um feliz 2017!

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