The light of Amsterdam (David Park)

Fui três vezes a Amsterdam, por três anos seguidos. Moravam nessa cidade inesquecível um casal de primos-amigos, que fiz questão de visitar enquanto eles estiveram lá. Essas viagens também marcaram um momento importante em minha vida: meu trabalho, finalmente, permitia a realização de alguns sonhos, como conhecer outros países, ver o mundo por aí.

Nesses três anos, Amsterdam foi o ponto de partida rumo à Europa – Bruxelas, Munique, Lisboa, Barcelona, Roma, Nápoles, Sorrento, Ilha de Capri. Entre tantas visitas, minha prima me emprestou The light of Amsterdam. E que bom que ela fez isso: minha última visita à cidade holandesa foi em 2014 e o livro ajudou a matar a saudade agora, em 2016.

The light of Amsterdam apresenta três histórias, todas iniciadas em Belfast (Irlanda do Norte), que vão se intercalando entre os capítulos: um homem recém-divorciado, que se vê diante da ex-esposa planejando uma mudança de país, o que levará o filho deles para longe; um casal já de certa idade, em que a mulher, depois de criar os filhos, se vê perdida nas escolhas feitas e no comportamento do marido; e uma mãe solteira prestes a casar a única filha, fruto de uma gigantesca decepção amorosa.

Em comum, os personagens encaram uma viagem, no mesmo fim de semana, para Amsterdam. O pai divorciado já tinha ingressos para um show de Bob Dylan na cidade holandesa e se vê obrigado a levar o filho, enquanto a ex-esposa tem outros planos com o novo namorado. O casal de mais idade pretende passar dois dias longe do trabalho antes que o Natal chegue. E a mãe solteira está acompanhando a filha (e um monte de amigas dela) em uma aventura que servirá de despedida de solteira.

Todos os personagens vivem momentos difíceis durante a viagem, tentando encontrar a eles mesmos e estabelecer (ou reestabelecer) conexões em família que se perderam. O visual único de Amsterdam serve de paisagem ao mesmo tempo em que inspira novos pensamentos e sensações nessas pessoas perdidas emocionalmente. Talvez não haja mesmo cidade melhor para isso. Amsterdam oferece uma incrível sensação de liberdade (ao menos, foi o que senti em todas as vezes que andei por aquelas ruas).

Dois sentimentos se misturaram dentro de mim ao longo das páginas. Saudades de Amsterdam. Alegria ao ler uma história tão bem construída.

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