Marcelo, marmelo, martelo (Ruth Rocha, Salamandra)

Devo confessar: nos meios maiores devaneios imagino que, um dia, posso chegar perto do que Ruth Rocha representa para a literatura infantil brasileira (são apenas devaneios, quem sou eu para tanto…). A autora entrou na minha vida muito cedo: Marcelo, marmelo, martelo é um dos primeiros livros da minha memória literária. Lembro de pensar comigo mesma aos, sei lá, 8 anos: não é que esse Marcelo tem razão? Seria mesmo muito mais simples dar nomes óbvios para os objetos que usamos todos os dias. Afinal, por que não podemos chamar o leite de suco de vaca?

Nesse inquietude, Marcelo cria um novo idioma. Cadeira passa a ser sentador. Travesseiro vira cabeceiro. Cachorro se transforma em latildo. E assim ele quase leva a família à loucura com o novo vocabulário.

A criatividade de Marcelo, com um toque de ingenuidade (achando que vai mudar o mundo para melhor com o novo idioma), tem fim trágico e feliz ao mesmo tempo. Quer entender melhor? Agarre-se à primeira edição de Marcelo, marmelo, martelo que encontrar, presenteie uma criança e aproveite para dar uma olhadinha!

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s